A TVI é como uma liliácea (cebola): Faz chorar.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
TVI - canal sexualmente transmissível
Numa breve pesquisa sobre doenças sexualmente transmissíveis descobri que alguns grupos religiosos acreditam que a castidade, a abstinência sexual, e a fidelidade podem ser suficientes para travar a disseminação das doenças sexualmente transmissíveis. Só conheço uma situação em que isso, de facto, se pode concretizar: quando estamos a assistir à TVI. Sendo a TVI, na sua génese, um canal de índole religiosa, parece (pelo que se vê na sua programação) que decidiu contribuir para o combate às doenças sexualmente transmissíveis da seguinte forma:
- CASTIDADE - O programa de passagem de ano 2008/2009 da Tvi consistiu em pôr um conjunto de crianças a cantar desmedidamente (admite-se o vocábulo "berrar" para caracterizar esta situação [admite-se o vocábulo "tragédia" para caracterizar a caracterização da situação]). Ora, imaginem lá o quão deprimidos e afectados sexualmente vão ficar estas crianças quando forem adultos e descobrirem as "figuras" que fizeram no programa, a forma como admiraram alguém que se veste como o Manuel Luís Goucha, e, o mais grave, quando perceberam que estiveram perto da Rita Pereira (para as velhinhas que virem isto e não estiverem a ver quem é, posso chamá-la de "Estrelinha") e nem um apalpão lhe deram. Isto afecta, claramente, qualquer pessoa, principalmente no que se refere ao seu desempenho sexual, por isso podemos afirmar que a TVI contribuiu para a castidade e, com isso, para o combate às doenças sexualmente transmissíveis.
- ABSTINÊNCIA SEXUAL - digamos que a TVI promove a abstinência sexual principalmente às sextas-feiras. Digo isto porque o facto de ver a Manuela Moura Guedes a apresentar um momento informativo me provoca bastante abstinência sexual (e olhem que eu só tenho 19 anos. Imaginem as pessoas com 60 anos). Pensar que ela é um protótipo de mulher é algo que me choca e surpreende pois , na ingenuidade da minha infância, pensava que ela era mais um protótipo de uma alforreca anémica, só que com cabelo. Por isso é que o Viagra tem tanto sucesso: este fármaco é uma garantia de que é possível ver o Jornal Nacional e fazer sexo no mesmo dia (amor para quem é mais lamechas ou ainda não o fez comigo - Nota: são muito poucas as mulheres que se englobam nesta última categoria - (que grande nível cómico tem este blog)). Está bem pronto! No mesmo ano (neste caso, a memória é algo que se pode virar contra nós). Esta é, então, outra forma da TVI promover a abstinência sexual (menos para o José Eduardo Moniz) e prevenir doenças sexualmente transmissíveis.
- FIDELIDADE - A Tvi promove a fidelidade entre os portugueses através do programa as "Tardes da Júlia". Ahahahah. Desculpem. É que eu não consigo deixar de rir ao referir-me neste programa. O mecanismo de repressão à infidelidade inicia-se quando um cidadão comum, que tem pretensões de trair a namorada ou esposa (por isso é que é comum), assiste ao comportamento animalesco que um conjunto de mulheres do público tem a cada três dígitos de um número de telefone (Hão-de prestar atenção a esse pormenor. É algo absolutamente assustador). Ora, ao ver isso, o homem comum vai pensar: "fogo, se eu me puser a acumular amantes, esposas ou namoradas, elas vão adquirir esta distorção do comportamento em massa e também vão começar a comportar-se desta maneira sempre que eu pronunciar um número de telefone. Isso é terrível!! Prefiro ficar-me pela minha esposa que, pelo menos, não reproduz esse tipo de sons e gestos tribais, que fazem qualquer pessoa chorar... a rir".
E são estas as três formas da TVI ajudar ao combate da disseminação das doenças sexualmente transmissíveis, através da castidade, abstinência sexual e fidelidade. Isto sim é serviço público.
Aparecimento da televisão em Portugal!
De facto a televisão é uma das nossas maiores companhias na nossa vida. E é, justamente, relativamente a uma televisão privada, cuja sigla começa com T e acaba em I, que nasceu o ditado "mais vale estar sozinho do que mal acompanhado". Diz-se, actualmente, que nos tempos em que não havia televisão nasciam mais crianças em Portugal, pois o cidadão comum, ao não ter a companhia da televisão, decidia-se por ocupar o seu tempo de uma forma mais dinâmica (quer dizer... depende da posição). De facto, concordo com esta relação televisão vs comportamento sexual (no meu caso é mais TELEVISÃO vs BOM COMPORTAMENTO SEXUAL), mas não no sentido de a ausência do primeiro provocar a ocorrência do segundo. Na minha opinião, acontece exactamente o contrário. Quanto a mim (e estou convencido de que não sou o único), ver a TVI promove ainda mais a sexualidade. Mais depressa aceito ser sodomizado por um urso furioso contra um pinheiro do que ver a TVI mais do que 2 segundo... perdão, 2 milésimos de segundo. Os ursos, eles sim, são sortudos. Não só não têm que assistir à "excelente" programação da TVI, como podem ter relações sexuais comigo.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Expressões giras da TVI
Baseado em atentas observações de novelas que a TVI transmite, decidi explanar algumas das expressões que me ficaram na memória desde essa observação. Vejo-me obrigado a transmitir este conteúdos pela escrita devido à impossibilidade de conseguir os vídeos que lhes deram origem.
Em certa novela...
1- Estão duas personagens em acesa discussão sobre uma terceira personagem até que uma diz: "Cá para mim ela suicidou-se e o assassino foste tu"
Comentário: Ah, curioso! Eu pensava que um suicídio exigia, obrigatoriamente, que a vítima infligisse nela própria uma agressão que se revelaria fatal. Mas não. Segundo os argumentistas das novelas da TVI, uma pessoa pode suicidar uma segunda pessoa. Esta questão levanta algumas questões morais. Por esta ordem de ideias, quando um individuo esfaqueia outro não devemos chamar-lhe, como nos indica o nosso senso comum, de assassino. Devemos, isso sim, chamar-lhe de auto-mutilador. Para além disso, com que direito é que são as vítimas de suicídio a escrever as cartas de despedida antes de falecer? Deveriam ser aqueles que o suicidaram. Isto é um escândalo na nossa sociedade.
2- Um casal está a discutir a sua relação num tom exaltado até que um dos cônjuges diz: "Já só a separação é que pode salvar este casamento".
Comentário: Ah, mais uma vez isto é curioso!! Afinal a taxa de divórcios em Portugal é um bom indicador. Significa que se salvam muitos casamentos em crise. Daí a queda anual do número de casamentos em Portugal: as pessoas são mais felizes longe de quem gostam. Por esta lógica, já não se luta na justiça pela guarda dos filhos do casal mas pela imputação das crianças ao parceiro. Ele/a que cuide delas!!
3- Numa conversa entre duas personagens, uma delas questiona a outra sobre qual a razão para ela estar a tocar naquele assunto, naquela altura, e tem como resposta o seguinte: "Queres que fale mais do quê?Tenho sangue nas veias".
Comentário: Confesso a minha ignorância. Não tinha consciência da importância do sistema circulatório na organização discursiva dos seres humanos. Isto leva-me a crer que aquelas pessoas que têm problemas de circulação sanguínea sofrem desse problema porque abordaram temas que não deviam. Quem lhes manda falarem daquilo para o qual não têm capacidade sanguínea!!Eu, pessoalmente, desde que me faltou capacidade linfática e ouvi aquilo que não queria, nunca mais repeti o mesmo erro com a pressão sanguínea/cordas vocais.
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